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O celular da China que desafia o iPhone não é o mais rápido. Nem o mais potente. Embora a estética seja algo muito subjetivo, tampouco é o mais bonito.

Nem mesmo conta com um design chamativo ou inovações surpreendentes. E, além disso, é fabricado por uma marca pouquíssimo conhecida no Ocidente. Mesmo assim, o OPPO R9s foi o celular chinês mais vendido do mundo no primeiro trimestre deste ano. Segundo os dados da Strategy Analytics, foram 8,9 milhões de unidades entre janeiro e março, o que lhe confere uma fatia de mercado de 2,5% em nível global e a medalha de bronze do ranking mundial.

Como se fosse pouco, o aparelho da OPPO se encontra a uma distância considerável do quarto colocado. Assim, as cifras confirmam a marca chinesa como um dos grandes fabricantes mundiais – o predecessor R9 se tornou o celular mais vendido do gigante asiático. É, sem dúvida, um feito heroico para um smartphone que gera a maior parte de suas vendas em apenas dois mercados: China e Índia.

De fato, apesar de ser possível comprar R9s no Ocidente por canais alternativos como Aliexpress (por cerca de 1.300 reais), o sucesso do OPPO é a confirmação de que sua estratégia na Índia, onde um rápido crescimento a transformou na terceira marca mais vendida, dá frutos rapidamente.

Mas, o que tem o R9s para deslumbrar o público tanto quanto o seu antecessor, com o qual se parece muito? A resposta não deve ser buscada num elemento concreto, e sim na solidez do conjunto. O aparelho da OPPO funciona com perfeição e, embora não se destaque em nenhum quesito, é notável em todos.  Conta com um processador potente (o Qualcomm Snapdragon 625 com oito núcleos que funcionam a uma frequência máxima de 2.0 GHz) acompanhado de 4GB de memória RAM – mais que suficiente para todos os usuários – e uma excelente tela de 5,5 polegadas com resolução FHD e um dos melhores pares de câmeras do mercado.

O OPPO centrou seu atrativo comercial na fotografia.
O OPPO centrou seu atrativo comercial na fotografia. Z.A.
Não por acaso, a OPPO centrou seu atrativo comercial na fotografia. Diz que seus celulares são especializados em selfies, e não exagera. É possível inclusive gravar imagens com movimento (GIFs) com a câmera selfie. A câmera principal, por sua vez, também proporciona resultados de alta qualidade. Isso se deve em grande parte ao fato de a OPPO ter decidido usar a lente mais luminosa do mercado (f 1.7), similar a incorporada nos últimos Samsung Galaxy de gama alta, combinada com um sensor de 16 megapixels, no qual o tamanho de cada ponto é um pouco maior que na maioria de telefones (1,12 µm).

Além disso, o leitor de impressões digitais é dos mais rápidos e precisos do mercado, e o corpo metálico é extremamente fino (6,6 milímetros) e leve (145 gramas), embora mantenha a entrada específica dos fones de ouvido. É muito cômodo de segurar.

Finalmente, o sistema operacional, a capa Android ColorOS, é muito intuitivo e completo. Conta com inúmeras funções personalizáveis. Sobretudo um amplo catálogo de gestos: basta aproximar o telefone da orelha para atender uma ligação, virá-lo sobre a mesa para rejeitá-la e, quando no meio de uma conversa afastamos o celular da orelha, ele passa automaticamente para o viva-voz. O qual, diga-se de passagem, oferece um som claro e potente.

Também pensado para idosos ou pessoas dependentes, esse modo simples conta com um botão SOS que pode ser configurado para que faça uma chamada aos serviços de emergência ou a um número de telefone específico. Apesar de lhe faltarem virtudes, é fácil se perguntar se elas bastam para fazer do OPPO R9s o telefone chinês mais vendido. A razão deve ser procurada na estratégia comercial. A OPPO é especialmente forte nos comércios tradicionais, ao passo que a Xiaomi vende sobretudo pela Internet, e só no ano passado começou a inaugurar lojas físicas. I Além disso, investe muito em publicidade e estabeleceu uma boa imagem graças a um serviço pós-venda rápido e eficiente.

E a Huawei, que no primeiro trimestre deste ano foi a marca mais vendida da China, com 18% de fatia de mercado, contra os 17% da OPPO, segundo a empresa Canalys, tem um catálogo muito amplo para permitir que um de seus modelos penetre entre os mais vendidos. De fato, a estratégia de concentrar os esforços da empresa em um reduzido número de aparelhos se demonstra adequada para a OPPO ano após ano, e nisso salta à vista sua semelhança com a Apple. Aliás, no que se refere ao design do R9s, a semelhança com o iPhone também vai além do razoável.

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